Em Nome do Pai

Em entrevista `a revista Mojo de novembro, Jakob Dylan descreve como é ser filho do maior compositor de todos os tempos.

“Eu tive a sorte de ter irmãos mais velhos que se envolveram com a música antes de mim. Assim, quando eu completei 11 anos, não haviam apenas instrumentos ao meu redor, mas também coleções de discos, e posters de rock estavam pendurados em todas as paredes. Mas eu sempre me interessei por música, desde o início. Eu adorava as músicas cantadas na escola. Eram belas, clássicas e eternas. Músicas americanas clássicas sempre despertaram meu interesse.

“Na nossa casa, instrumentos eram bastante acessíveis – de pianos a tubas, você poderia encontrar qualquer coisa. Eu nunca me senti intimidado por nenhum deles. Eu sempre os vi como ferramentas, antes que como instrumentos que não podiam ser utilizados a menos que se estudasse e tocasse de forma séria. Eles sempre foram reconfortantes e acessíveis.

“Naquilo que me interessava: country, blues, [meu pai] sempre me mostrou essas coisas. Uma das vantagens que tive foi, mesmo querendo ser como Joe Strummer quando pequeno, eu também sabia, pela maneira como cresci – o que não é o caso da maioria dos garotos de 11, 12 anos – que Hank Williams era tão rock star quanto Joe Strummer. Eu sabia que meus amigos não falavam de Hank Williams ou Charley Patton, coisas que eu estava ouvindo.

“Pra ser honesto, eu pensava que muita coisa que se ouvia em casa era assustadora. Não tinha nada a ver com o que tocava no rádio. Crescendo [nos anos 80], o rádio já tinha aquele brilho pop. Muitos dos discos que ouvi eram assustadores, a absoluta crueza com que foram gravados. Mas eu os considerava belos ao mesmo tempo. Aprendi que o termo ‘assustador’ era uma qualidade na música. Também, ouvir coisas tão diferentes, nunca senti que tivesse que ter um comprometimento com um determinado estilo ou gênero em particular. Eu podia gostar de uma música ou atuação independente do que fosse, não tinha importância. Entendi que há um valor em cada gênero e que Miles Davis era tão atual quanto qualquer outro disco que eu estava comprando na época.

“Certamente desenvolvi meus gostos pessoais. Fui questionado anteriormente sobre se a música que eu gostava era alguma forma de rebeldia, como é para a maioria dos garotos. Mas, sinceramente, contra o que eu iria me rebelar? (risos) Seja no que fosse que eu me metesse quando adolescente, não seria muito impressionante na minha casa, mesmo.”

~ por anadidonet em Setembro 30, 2008.

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